Amassei um papel
sabendo que não deveria
tentei desamassar
mas não ficou como queria
Passei a ferro
passei prancha
mas nem por tudo que é sagrado
a marca das dobras se desmancha
O amor também é assim
Fácil de estragar
difícil de concertar
Todo cuidado pode até enganar
mas um coração maltrado
nunca volta a amar
quarta-feira, 25 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Soneto p/ Ex-namorada(o)
Porque teima em visitar meu sonhos,
Se há tempos não faz parte dos meus planos?
Porque teima em querer me fazer acreditar,
que fomos feito um pro outro, e que nos amamos?
Por que não vai sonhar seus sonhos
e me deixa em paz?
Só quero dormir e sonhar
com tudo que me satisfaz
Tudo acabou e não há porque sonhar
nem com as coisas que vivemos,
tampouco com o que nunca acontecerá.
Só quero uma solução
para de tirar da cabeça
como lhe tirei do coração
Se há tempos não faz parte dos meus planos?
Porque teima em querer me fazer acreditar,
que fomos feito um pro outro, e que nos amamos?
Por que não vai sonhar seus sonhos
e me deixa em paz?
Só quero dormir e sonhar
com tudo que me satisfaz
Tudo acabou e não há porque sonhar
nem com as coisas que vivemos,
tampouco com o que nunca acontecerá.
Só quero uma solução
para de tirar da cabeça
como lhe tirei do coração
Soneto das Fadas
Nunca gostei de conto de fada
coisa estranha e mal-contada
Estórias mentirosas
que falam de amar e ser amada
Não existe príncipe encatado
Não existe felizes para sempre
Nem coisinha de experimentar sapato
e muito menos de beijar sapo
Nos contos, ao contrário da vida
o amor sempre encontra
quem tem a história mais sofrida
Depois vem a decepção
porque quem se faz de vítima na vida
acaba na solidão
coisa estranha e mal-contada
Estórias mentirosas
que falam de amar e ser amada
Não existe príncipe encatado
Não existe felizes para sempre
Nem coisinha de experimentar sapato
e muito menos de beijar sapo
Nos contos, ao contrário da vida
o amor sempre encontra
quem tem a história mais sofrida
Depois vem a decepção
porque quem se faz de vítima na vida
acaba na solidão
domingo, 22 de maio de 2011
Soneto Caipira
Já gostei, certa vez,
de dupla caipira
daqueles que cantam a tristeza
mas se lembram da alegria
Mas inventaram outro dia
um novo sertanejo
que do meu gosto musical
só ganhou meu desprezo
São músicas quase iguais
sem história e sem enredo
sem verdades e sem segredo
Saudade daqueles caipiras
como aqueles já "antigos"
Sá, Rodrix e Guarabira
de dupla caipira
daqueles que cantam a tristeza
mas se lembram da alegria
Mas inventaram outro dia
um novo sertanejo
que do meu gosto musical
só ganhou meu desprezo
São músicas quase iguais
sem história e sem enredo
sem verdades e sem segredo
Saudade daqueles caipiras
como aqueles já "antigos"
Sá, Rodrix e Guarabira
sábado, 21 de maio de 2011
Soneto do Carro Velho
Bate a chave, o motor não liga
repete a cena e o motor encena
na terceira vez o rádio desliga
na quarta a marcha não engrena
Na quinta, aí sim
anda 100 metros sem parar
finge gostar de mim
e o motor começa a engasgar
Na sexta, que desespero
o carro arranca ligeiro
mas, já está sem freio
Na sétima, eu peço arrego
choro e imploro com clamor
mas ele não atende a meu apelo
repete a cena e o motor encena
na terceira vez o rádio desliga
na quarta a marcha não engrena
Na quinta, aí sim
anda 100 metros sem parar
finge gostar de mim
e o motor começa a engasgar
Na sexta, que desespero
o carro arranca ligeiro
mas, já está sem freio
Na sétima, eu peço arrego
choro e imploro com clamor
mas ele não atende a meu apelo
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Soneto da Solidão
Uma taça de vinho
jazz ao fundo
na mesa um queijo fino
e na memória um filme mudo
Na troca de músicas
o silêncio é atormentante
Se lembra de suas musas
e de coisas vividas antes
Juventude que passou voando
perdida no dia-a-dia
de quem vive sem fazer plano
Agora o que lhe restou
solidão, vinho, queijo
e um solo de piano
jazz ao fundo
na mesa um queijo fino
e na memória um filme mudo
Na troca de músicas
o silêncio é atormentante
Se lembra de suas musas
e de coisas vividas antes
Juventude que passou voando
perdida no dia-a-dia
de quem vive sem fazer plano
Agora o que lhe restou
solidão, vinho, queijo
e um solo de piano
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Soneto do Desespero
É madrugada,
e amanhã se avizinha
as luzes se acedem
e ela ainda está sozinha
Não tinha nada de linda
nem nada de simpática
mas após muita bebida
ele já sabia a tática
Com passos decisivos
com coragem no coração
e muita determinação
Tomou-a em seus braços
e pôs fim a seus desesperados
5 anos de solidão
e amanhã se avizinha
as luzes se acedem
e ela ainda está sozinha
Não tinha nada de linda
nem nada de simpática
mas após muita bebida
ele já sabia a tática
Com passos decisivos
com coragem no coração
e muita determinação
Tomou-a em seus braços
e pôs fim a seus desesperados
5 anos de solidão
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