sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AMAR A SAUDADE

Aprendi que o amor se manifesta diferente quando estamos distantes. Às vezes, chamamos apenas de saudade. Mas, não é só saudade. Amar a distância é amar uma espera, é amar algo que ainda está para acontecer. Amo a minha noiva, pois a conheci de perto e vivi com ela ótimos momentos. Agora, aprendo a amá-la, pelo que ainda poderemos viver. Pelas histórias não contadas e pelos silêncios não aproveitados.

Aprendo a amar cada dia, o abraço que vou receber, o beijo que irei dar e o cheiro de seu perfume que irei sentir. Aprendo a sonhar mais alto, não o sonho de um dia sermos um apenas. Mas, o sonho de sabe-se quando seremos um. Não adianta mais querer planejar, temos que caminhar junto com o tempo, junto com nossas transformações, e que não são poucas. Temos que pensar não mais em daqui uma semana, mas daqui a um mês, 1 ano, 4 anos.

Mas ainda prefiro amar a saudade, a amaldiçoa-la. A mesma expectativa que me anseia, é a expectativa que me faz querer avançar. A mesma ansiedade que me aprisiona, é a que me faz querer ser mais forte e melhor. Porque a saudade, um dia a gente mata, basta saber ser paciente e esperar. A saudade nos obriga a conhecer melhor nosssos limites e nos mostra quais são os limites do outro. Amaldiçoa-la, porque ela nos fere e marca, não adianta. Por isto, quero aprender a amar a saudade.

Melhor amar a saudade do que conviver com a perda. Melhor esperar o que sabemos que é nosso chegar no momento certo, do que corrermos atrás, ansiear-se demais e atrapalhar o andamento do amor. Porque o amor é bondoso e paciente, mas também nos exige que sejamos assim. Penso que lidar com saudade, seja como esperar um prato delicioso que leva muito tempo para ser preparado. Se apressamos as coisas, a comida estraga. Se esperamos o tempo certo, nos deliciamos de um saboroso banquete.

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