Alguém me salve de mim mesmo
Das mentiras que criei
Das verdades que falei
me salve da minha auto-flagelação
Alguém me salve de mim mesmo
dos perigos que procuro
do meu medo inseguro
do meu pavor irracional
Alguém me salve de mim mesmo
Se não por amor, por piedade
Se não por autruísmo, por vaidade
mas me salve das minhas meias verdades
Alguém me salve de mim mesmo
ou me empurre deste penhasco
não finjo que adormeço
apenas finjo que não vivo
Alguém me salve de mim mesmo
antes que seja tarde
antes que se torne verdade
o medo que sinto de mim
antes que se torne começo
o que eu quero que seja fim
Alguém me salve de mim mesmo
dos pecados que cometi
e do futuro que quis para mim
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sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Trivialidades
Biscoito polvilho
Café fresco
Espiga de milho
olhar sem brilho
Tempo bom
A colheita feita
descansa na sombra
não faz desfeita
Atitude calma
prepara o cachimbo
descansa a alma
adormece sorrindo
O sol vai se pondo
o dia acabando
a mesa tá posta
os grilos cantando
descanso calmo
não tem tv
acende uma vela
pro santo que vê
ouvi o silêncio
beija a esposa
dorme sereno
e feliz repousa
assim foi o dia
assim foi o ano
assim foi a eternidade
simples assim
simples trivialidade
Café fresco
Espiga de milho
olhar sem brilho
Tempo bom
A colheita feita
descansa na sombra
não faz desfeita
Atitude calma
prepara o cachimbo
descansa a alma
adormece sorrindo
O sol vai se pondo
o dia acabando
a mesa tá posta
os grilos cantando
descanso calmo
não tem tv
acende uma vela
pro santo que vê
ouvi o silêncio
beija a esposa
dorme sereno
e feliz repousa
assim foi o dia
assim foi o ano
assim foi a eternidade
simples assim
simples trivialidade
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