Estava passeando por aí, como quem não quer dizer nem bom dia, tampouco, ser gentil e cortês logo nas primeiras horas. Mas ninguém estranhava tal atitude, pois, Odair sempre foi assim. Cara quieto, de poucas palavras e ainda menos amigos. Há quem pense que ele é deste jeito por não ser amado. Afinal, passava dos 50 e não era casado. Também tem aquele que pense o contrário, que ele não era casado porque era assim. Eram tantas teorias a respeito de Odair que seu mau-humor característico e seu sarcasmo irreparável eram conhecidas por todos de sua cidade. Nem sempre estava com a razão, mas tinha lá seus momentos de sabedoria absoluta.
Certa vez, numa reunião com a família, foi questionado por todos porque nunca havia se casado, e tampouco ter filhos. Sereno como um pata e convicto como um líder guerrilheiro ele sacava suas respostas.
- Primeiro, não casei porque prefiro estar sozinho. E não tive filhos porque é algo difícil de compreender. Você passa dois anos ensinando o bichinho falar e andar, e depois o resto da vida mandando ele fiquer quieto e calar a boca.
Ele também não gostava muito de crianças porque de acordo com ele, elas perguntavam demais. Certa vez, surgiu o seguinte diálogo, verídico, contado por ele mesmo e aconteceu numa das visitas à casa de sua irmã que tinha um filho de pouca idade, mas muito sagaz.
- Tio, porque os meninos estão usando calça rosa?
- Porque eles são um bando de viadinhos.
- Porque eles são viadinhos?
- Porque eles não gostam de meninas.
- Mas eu também não gosto das meninas, elas são chatas. Também posso ser um viadinho?
- Pode.
Ato repreensível, mas ele não queria prolongar aquela conversa sobre sexualidade, até mesmo porque, ele só entendia que homem é homem, mulher é mulher e o resto era viadagem.
O mesmo tato e senso de sensibilidade ele tinha com as mulheres. Certa vez, comprou flores para a namorada. Margaridas. Bom, há quem goste, mas ela, achava que eram flores de gente morta. Mas, para Odair, flor era flor e pronto. Ele não se ofendeu com a desfeita, mas, não quis mais saber de romance.
Por falar em morte, no velório de uma cunhada,um colega de trabalho, tentando puxar assunto começou:
- Como é a vida né?! Ontem mesmo eu a vi, e ela estava completamente feliz.
- A é?! E ela parece feliz agora? Parece que você tê-la visto não impediu que aquele piano caísse sobre ela, não é mesmo?
Odair era um cara assim, sem meis palavras e sem meios termos. Era tudo demais, ou de menos. Mas, Odair era um cara feliz. Um dia, na véspera do jogo do seu time do coração, foi lá e comprou um caixa de foguetes. Era final de campeonato, e o time vinha embalado. O time perdeu, mas Odair festejou com os foguetes, soltando-os em direção aos torcedores do time rival que passavam em frente a sua casa. Ninguém nunca viu Odair tão feliz assim. Cada tiro que pegava, era uma gargalhada sem precedentes.
Mas, há quem diga, que há uma mulher capaz de amolecer o coração do Odair. Seu nome era Solange, uma quarentona bem de vida, que morava há algumas ruas de sua casa e constantemente contratava os serviços de Odair - Cabe aqui, explicar que Odair era exterminador de pragas, baratas, ratos e outras coisas mais. De duas uma, ou os dois matavam os bixos aos gritos, ou então, algo mais estava acontecendo.
Mas, Odair não assumia o romance, dizia que mulher na fase dos "enta" não prestava, que no máximo, no máximo 39. Mesmo já não sendo jovem, sempre dizia que odiava velho. Velho, puta e Puta Velha, eram três coisas que Odair não suportava. Velhos porque sempre o passavam para trás em qualquer tipo de fila, fila do banco, do supermercado, do pão, do Hospital, até mesmo da zona. Não gostava de Puta porque cobrava por aquilo que muita gente dá de graça e não gostava ainda mais das Putas Velhas porque estas cobravam e ainda colocavam o produto como sendo novidade no mercado.
Um dia perguntei ao Odair, se o que ele achava do amor. Com toda sinceridade e serenidade do mundo, ele olhou por cima dos óculos, alisou aquela barriga enorme, passou a mão na careca vistosa e disse algo do tipo:
- Amor? Amor que nada!
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quarta-feira, 23 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Confiar(?)
Fico espantado com a capacidade das pessoas em crer em especulações, boatos e fofocas e não acreditar naquilo que realmente sente ou sabe. Já vi e vivenciei muitas situações em que as pessoas confiam umas nas outras até o momento em que um Zé Ninguém qualquer diz algo que plante a dúvida.
É um comentário aqui, uma mensagem no celular mal-explicada ali, um telefonema, diga-se de passagem, não atendido lá. E as desconfianças começam. E a desconfiança cega para o mais importante: o que um sente pelo outro. O que desconfia põe em check a fidelidade e o amor do companheiro, o que é “acusado” se sente ferido por ter seus sentimentos questionados e aí começa o fim.
Não que devamos ser cegos de amor, fechar os olhos para realidades latentes, tipo uma traição visível, ou ainda, indícios fortíssimos de que o amor de sua vida, não é só o SEU amor, mas também de outra pessoa. Mas, o benefício da dúvida e pagar para ver, são atitudes dignas daquele que ama e acredita no relacionamento.
Já vi e ouvi muitos casos de verdadeiras paranóias quanto a fidelidade do namorado(a) ou marido(esposa). Mas todas elas se baseiam em uma coisa, a falta de confiança um no outro, e na maioria das vezes infundada. Quem ama não trai, e quem não ama o outro, não é merecedor do amor de ninguém. Então, o preferível é confiar. Confiar com um pé atrás que seja. Confiar, mas não deixar de estar atento aos sinais de que algo está fora do lugar.
Mas se confiar não é se cegar, o que fazer quando as suspeitas se tornam reais? Para estes casos, só duas opções. Ou ame de verdade, perdoe, volte a confiar e seja feliz. Ou então, termine tudo e procure alguém que lhe dê valor. Ser morno não ajuda em nada. Dizer que perdoou e não voltar a confiar, é o mesmo que tomar pequenas doses diárias de veneno, que lentamente, vão prejudicar ainda mais o relacionamento e aumentar exponencialmente as chances de novas mágoas.
O amor suporta tudo, suporta as indiferenças, as traições, as decepções e as brigas. O amor é o único capaz de tornar o perdão sincero e espantar as desconfianças que minam uma relação. O amor é a única base de sustentação real de um relacionamento. O único problema, é que não sei se o amor existe de verdade, mas prefiro confiar que sim.
É um comentário aqui, uma mensagem no celular mal-explicada ali, um telefonema, diga-se de passagem, não atendido lá. E as desconfianças começam. E a desconfiança cega para o mais importante: o que um sente pelo outro. O que desconfia põe em check a fidelidade e o amor do companheiro, o que é “acusado” se sente ferido por ter seus sentimentos questionados e aí começa o fim.
Não que devamos ser cegos de amor, fechar os olhos para realidades latentes, tipo uma traição visível, ou ainda, indícios fortíssimos de que o amor de sua vida, não é só o SEU amor, mas também de outra pessoa. Mas, o benefício da dúvida e pagar para ver, são atitudes dignas daquele que ama e acredita no relacionamento.
Já vi e ouvi muitos casos de verdadeiras paranóias quanto a fidelidade do namorado(a) ou marido(esposa). Mas todas elas se baseiam em uma coisa, a falta de confiança um no outro, e na maioria das vezes infundada. Quem ama não trai, e quem não ama o outro, não é merecedor do amor de ninguém. Então, o preferível é confiar. Confiar com um pé atrás que seja. Confiar, mas não deixar de estar atento aos sinais de que algo está fora do lugar.
Mas se confiar não é se cegar, o que fazer quando as suspeitas se tornam reais? Para estes casos, só duas opções. Ou ame de verdade, perdoe, volte a confiar e seja feliz. Ou então, termine tudo e procure alguém que lhe dê valor. Ser morno não ajuda em nada. Dizer que perdoou e não voltar a confiar, é o mesmo que tomar pequenas doses diárias de veneno, que lentamente, vão prejudicar ainda mais o relacionamento e aumentar exponencialmente as chances de novas mágoas.
O amor suporta tudo, suporta as indiferenças, as traições, as decepções e as brigas. O amor é o único capaz de tornar o perdão sincero e espantar as desconfianças que minam uma relação. O amor é a única base de sustentação real de um relacionamento. O único problema, é que não sei se o amor existe de verdade, mas prefiro confiar que sim.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Salve-me
Alguém me salve de mim mesmo
Das mentiras que criei
Das verdades que falei
me salve da minha auto-flagelação
Alguém me salve de mim mesmo
dos perigos que procuro
do meu medo inseguro
do meu pavor irracional
Alguém me salve de mim mesmo
Se não por amor, por piedade
Se não por autruísmo, por vaidade
mas me salve das minhas meias verdades
Alguém me salve de mim mesmo
ou me empurre deste penhasco
não finjo que adormeço
apenas finjo que não vivo
Alguém me salve de mim mesmo
antes que seja tarde
antes que se torne verdade
o medo que sinto de mim
antes que se torne começo
o que eu quero que seja fim
Alguém me salve de mim mesmo
dos pecados que cometi
e do futuro que quis para mim
Das mentiras que criei
Das verdades que falei
me salve da minha auto-flagelação
Alguém me salve de mim mesmo
dos perigos que procuro
do meu medo inseguro
do meu pavor irracional
Alguém me salve de mim mesmo
Se não por amor, por piedade
Se não por autruísmo, por vaidade
mas me salve das minhas meias verdades
Alguém me salve de mim mesmo
ou me empurre deste penhasco
não finjo que adormeço
apenas finjo que não vivo
Alguém me salve de mim mesmo
antes que seja tarde
antes que se torne verdade
o medo que sinto de mim
antes que se torne começo
o que eu quero que seja fim
Alguém me salve de mim mesmo
dos pecados que cometi
e do futuro que quis para mim
Coisas Afins
Navegando no mar da inutilidade
encontro um par de velhas novidades
pessoas vacilantes a beira do precipício
tornando o que era fácil cada vez mais difícil
descubro um disco voador
que dá voos rasantes em volta do cristo redentor
um pedido de socorro que só eu vi
e que se desfez antes mesmo de partir
trocentos anos se passaram
e as coisas continuam sem mudar
uma nova paisagem, um novo lugar
é tudo igual ao que já estava lá
mudam-se os nomes
mudam-se os rostos
mudam-se os seios
mudam-se os gostos
mas tudo é em vão
o que importa não muda não.
A alma é a mesma
A ignorânica é a mesma
Os gestos os mesmos
As promessas as mesmas
O escritor sou eu
mas os fatos não sou eu que faço
não sou eu que mudo.
As paranóias sim.
Essas fazem parte de mim.
encontro um par de velhas novidades
pessoas vacilantes a beira do precipício
tornando o que era fácil cada vez mais difícil
descubro um disco voador
que dá voos rasantes em volta do cristo redentor
um pedido de socorro que só eu vi
e que se desfez antes mesmo de partir
trocentos anos se passaram
e as coisas continuam sem mudar
uma nova paisagem, um novo lugar
é tudo igual ao que já estava lá
mudam-se os nomes
mudam-se os rostos
mudam-se os seios
mudam-se os gostos
mas tudo é em vão
o que importa não muda não.
A alma é a mesma
A ignorânica é a mesma
Os gestos os mesmos
As promessas as mesmas
O escritor sou eu
mas os fatos não sou eu que faço
não sou eu que mudo.
As paranóias sim.
Essas fazem parte de mim.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Trivialidades
Biscoito polvilho
Café fresco
Espiga de milho
olhar sem brilho
Tempo bom
A colheita feita
descansa na sombra
não faz desfeita
Atitude calma
prepara o cachimbo
descansa a alma
adormece sorrindo
O sol vai se pondo
o dia acabando
a mesa tá posta
os grilos cantando
descanso calmo
não tem tv
acende uma vela
pro santo que vê
ouvi o silêncio
beija a esposa
dorme sereno
e feliz repousa
assim foi o dia
assim foi o ano
assim foi a eternidade
simples assim
simples trivialidade
Café fresco
Espiga de milho
olhar sem brilho
Tempo bom
A colheita feita
descansa na sombra
não faz desfeita
Atitude calma
prepara o cachimbo
descansa a alma
adormece sorrindo
O sol vai se pondo
o dia acabando
a mesa tá posta
os grilos cantando
descanso calmo
não tem tv
acende uma vela
pro santo que vê
ouvi o silêncio
beija a esposa
dorme sereno
e feliz repousa
assim foi o dia
assim foi o ano
assim foi a eternidade
simples assim
simples trivialidade
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
É isto!
Me cansei dos poemas que falam do amor
Do amor do cantador
Do amor de quem não amou
Do amor que alguém inventou
Por isto não quero mais falar disto
Não quero mais ler
Que o amor que fulano sentia
a beltrano não satisfazia
e que tudo acabou numa tarde vazia
e fria.
Não quero mais saber
Do amor eternizado
de Camões, de Vinícius
ou de outro apaixonado
Não quero mais ouvir
As músicas que falam do amor idealizado
Ou do desamor recém criado
Não quero mais escrever
as tristes rimas de dor com amor
ou as alegrias de um namorado
que se declara apaixonado
Não quero aqueles versos singelos
dedicados, limpos... Tão belos.
Não quero o sorriso da morena
nem da loira, nem da minha pequena.
(Não se vierem dos poemas)
Quero apenas sentir o gosto da vida
Sem rimas ou poesias.
Quero sentir o amor,
Mas não o que alguém criou,
definiu e divulgou.
Quero o amor como coisa simples,
como café da tarde
feito com suco de limão e biscoito água e sal.
Tudo muito simples, muito natural.
Este é o amor que eu quero.
Mas quero com uma condição,
Que venha depois do Carnaval!
Do amor do cantador
Do amor de quem não amou
Do amor que alguém inventou
Por isto não quero mais falar disto
Não quero mais ler
Que o amor que fulano sentia
a beltrano não satisfazia
e que tudo acabou numa tarde vazia
e fria.
Não quero mais saber
Do amor eternizado
de Camões, de Vinícius
ou de outro apaixonado
Não quero mais ouvir
As músicas que falam do amor idealizado
Ou do desamor recém criado
Não quero mais escrever
as tristes rimas de dor com amor
ou as alegrias de um namorado
que se declara apaixonado
Não quero aqueles versos singelos
dedicados, limpos... Tão belos.
Não quero o sorriso da morena
nem da loira, nem da minha pequena.
(Não se vierem dos poemas)
Quero apenas sentir o gosto da vida
Sem rimas ou poesias.
Quero sentir o amor,
Mas não o que alguém criou,
definiu e divulgou.
Quero o amor como coisa simples,
como café da tarde
feito com suco de limão e biscoito água e sal.
Tudo muito simples, muito natural.
Este é o amor que eu quero.
Mas quero com uma condição,
Que venha depois do Carnaval!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Só um teste
É só um teste
Nada mais que isto
é só um teste nada científico
matemático, comportamental ou psíquico.
é só um teste, parte de um pequeno estudo
sobre este épico sentimento perdido
chamado amor, e a tanto tempo não visto
é só um teste para aqueles
que se dizem admiradores da flor do amor
mas que inutilmente tentam se afastar da dor
um teste simples, coisa pequena
perto da verdadeira razão
deste sentimento tão infame
que costuma brotar no coração
de quem se vende a uma ilusão
Tanto testei, tão pesquisei
e depois de tudo isto,
apenas de uma coisa eu sei.
A grande verdade é:
Eu nunca te amei.
Nada mais que isto
é só um teste nada científico
matemático, comportamental ou psíquico.
é só um teste, parte de um pequeno estudo
sobre este épico sentimento perdido
chamado amor, e a tanto tempo não visto
é só um teste para aqueles
que se dizem admiradores da flor do amor
mas que inutilmente tentam se afastar da dor
um teste simples, coisa pequena
perto da verdadeira razão
deste sentimento tão infame
que costuma brotar no coração
de quem se vende a uma ilusão
Tanto testei, tão pesquisei
e depois de tudo isto,
apenas de uma coisa eu sei.
A grande verdade é:
Eu nunca te amei.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Até que a morte os separe
Todo mundo diz que quer um amor pra vida toda. Eu não. Já quis, não quero mais. Amores são legais. Mas esta história de “até que a morte os separe”, isto me assusta. Não que eu preferisse ser solteiro a vida toda, mas até a morte é tempo demais para se amar uma pessoa. As vezes prefiro não amar por alguns dias, afastar e ver se, realmente, tudo é tão bom quanto parece.
Não acredito em sentimentos, amor e ódio, essa dicotomia que nos foi empurrada por novelas, filmes, livros e “malhação”. Um relacionamento não é apenas gostar e não gostar, não é apenas dizer “eu te amo” ou “suma da minha vida”, o relacionamento de verdade é o que acontece no intervalo destas duas frases. É o que se vive entre a paixão e a desilusão.
Amar sempre desgasta a relação, fica tudo muito doce, muito fácil. Tem hora que amar menos e ser menos amado deixam tudo mais gostoso. Mas, é claro, tudo na dose certa, afinal, ninguém quer ser capacho de outra pessoa, exceto aquelas que amam demais e aceitam tudo que vem do outro – neste caso, até comentários depreciativos e agressões (morais, verbais ou físicas) se tornam elogios acompanhados de rosas e chocolates.
-- x --
E eu acabo de ter que parar para de escrever para fazer outras coisas pela terceira vez consecutiva e perdi totalmente a concentração.
Não acredito em sentimentos, amor e ódio, essa dicotomia que nos foi empurrada por novelas, filmes, livros e “malhação”. Um relacionamento não é apenas gostar e não gostar, não é apenas dizer “eu te amo” ou “suma da minha vida”, o relacionamento de verdade é o que acontece no intervalo destas duas frases. É o que se vive entre a paixão e a desilusão.
Amar sempre desgasta a relação, fica tudo muito doce, muito fácil. Tem hora que amar menos e ser menos amado deixam tudo mais gostoso. Mas, é claro, tudo na dose certa, afinal, ninguém quer ser capacho de outra pessoa, exceto aquelas que amam demais e aceitam tudo que vem do outro – neste caso, até comentários depreciativos e agressões (morais, verbais ou físicas) se tornam elogios acompanhados de rosas e chocolates.
-- x --
E eu acabo de ter que parar para de escrever para fazer outras coisas pela terceira vez consecutiva e perdi totalmente a concentração.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Para todas as coisas
Vaso partido
se arruma com cola
Texto mal redigido
se corrigi com corretivo
Para palavras desconhecidas
se usa o dicionário
Para espantar visitas
vassoura atrás da porta
Mas, e para o desamor?
Se usa o que?
Uma conselho, por favor!
Um pequeno, que seja
desde que me dê a paz
que meu coração deseja
se arruma com cola
Texto mal redigido
se corrigi com corretivo
Para palavras desconhecidas
se usa o dicionário
Para espantar visitas
vassoura atrás da porta
Mas, e para o desamor?
Se usa o que?
Uma conselho, por favor!
Um pequeno, que seja
desde que me dê a paz
que meu coração deseja
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Coisa boba
Coisa boba é dizer que não ama
é dizer que fraco é quem declama
poesias, poemas, sonetos e cantos
Coisa boba é dizer que o amor não existe
é dizer que o que importa é a razão
e não dar ouvidos a nada que venha do coração
Coisa boba é ser duro o tempo todo
é dizer que nada o toca ou emociona
e rir de quem sente como se este foste tolo
Coisa boba é brincar de ser mal-amado
Se notar excluído, e dizer que pelo amor foi injustiçado
quando na verdade, não é bem este o quadro
Coisa boba é bancar o bobo
Indefeso e frágil diante do mundo
e dos pássaros, se condiderar o triste e amargurado corvo
Coisa boba é agir assim
Sem ter onde e com quem ir
Mesmo dizendo que basta-se para si
Coisa boba é relatar estes fatos
sobre alguém que ri de mim naquele retrato.
Que insiste em me lembrar dos meus maus dias
dos dias em que alegria se confundia com apatia
e saudade com dor imensa
Coisa boba é me olhar
escrevendo frases tão frias
sobre lembranças tão vazias
Coisa boba é se importar
com tudo que não volta mais
e que eu teimo em desejar
Coisa boba? Tanto faz!
Melhor ser uma pessoa desacreditada
e quando me perguntarem: E o amor?
Eu apenas vou responder: Amor? Que Nada!
é dizer que fraco é quem declama
poesias, poemas, sonetos e cantos
Coisa boba é dizer que o amor não existe
é dizer que o que importa é a razão
e não dar ouvidos a nada que venha do coração
Coisa boba é ser duro o tempo todo
é dizer que nada o toca ou emociona
e rir de quem sente como se este foste tolo
Coisa boba é brincar de ser mal-amado
Se notar excluído, e dizer que pelo amor foi injustiçado
quando na verdade, não é bem este o quadro
Coisa boba é bancar o bobo
Indefeso e frágil diante do mundo
e dos pássaros, se condiderar o triste e amargurado corvo
Coisa boba é agir assim
Sem ter onde e com quem ir
Mesmo dizendo que basta-se para si
Coisa boba é relatar estes fatos
sobre alguém que ri de mim naquele retrato.
Que insiste em me lembrar dos meus maus dias
dos dias em que alegria se confundia com apatia
e saudade com dor imensa
Coisa boba é me olhar
escrevendo frases tão frias
sobre lembranças tão vazias
Coisa boba é se importar
com tudo que não volta mais
e que eu teimo em desejar
Coisa boba? Tanto faz!
Melhor ser uma pessoa desacreditada
e quando me perguntarem: E o amor?
Eu apenas vou responder: Amor? Que Nada!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Amor não é isso - III
O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é bebedeira. O amor é outra coisa.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Poema Sem Nome XXI
Deito-me e vejo seus belos olhos
Lembro com saudades de algo que não volta mais
Me entristeço pela falta que ainda me faz
Me desobedeço e volta a pensar em nós
Olho para o teto, o sono não vem
O arrependimento chega antes
E me desligo de mim por instantes
Depois é só silêncio
Fecho os olhos, grande erro
Vejo seu rosto e sinto o seu cheiro
Abro os olhos, vem a decepção
E aceito que era só uma ilusão
Sinto frio, vou fechar a janela e vejo a lua
Sinto o cheiro da dama da noite
E volto a ouvir você:
”Te amo e serei sempre sua”
Volto a deitar, penso em te ligar
Mas não tenho mais o numero do seu celular
Me contento em ler a ultima mensagem q me mandou
Que guardo com carinho desde que tudo acabou
Sentimentos tolos, que bagunçam o coração
Sentimentos pesados, que a tanto tempo carrego
Sentimentos puros, e que nunca nego
Penso no seu olhar
No toque de seus dedos
No toque de seus lábios
E no jeito de falar
Apenas distrações para tudo que tenho que aceitar
Não há mais amor
Não há mais dor
Somente saudades
Saudades imensas que não cabem no peito
Por isso apenas escrevo
Sem intenção que me ame
Sem intenção de que volte
Sem intenção que responda
Apenas uma declaração
Desabafo platônico
De quem não te tira da cabeça
E tampouco do coração
Lembro com saudades de algo que não volta mais
Me entristeço pela falta que ainda me faz
Me desobedeço e volta a pensar em nós
Olho para o teto, o sono não vem
O arrependimento chega antes
E me desligo de mim por instantes
Depois é só silêncio
Fecho os olhos, grande erro
Vejo seu rosto e sinto o seu cheiro
Abro os olhos, vem a decepção
E aceito que era só uma ilusão
Sinto frio, vou fechar a janela e vejo a lua
Sinto o cheiro da dama da noite
E volto a ouvir você:
”Te amo e serei sempre sua”
Volto a deitar, penso em te ligar
Mas não tenho mais o numero do seu celular
Me contento em ler a ultima mensagem q me mandou
Que guardo com carinho desde que tudo acabou
Sentimentos tolos, que bagunçam o coração
Sentimentos pesados, que a tanto tempo carrego
Sentimentos puros, e que nunca nego
Penso no seu olhar
No toque de seus dedos
No toque de seus lábios
E no jeito de falar
Apenas distrações para tudo que tenho que aceitar
Não há mais amor
Não há mais dor
Somente saudades
Saudades imensas que não cabem no peito
Por isso apenas escrevo
Sem intenção que me ame
Sem intenção de que volte
Sem intenção que responda
Apenas uma declaração
Desabafo platônico
De quem não te tira da cabeça
E tampouco do coração
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O que você vai ser?
Seja amor
Seja dor
Seja ardor
Seja flor
Seja calma
Seja paciente
Seja feliz
Seja inteligente
Seja obediente
Seja mandona
Seja dura
Seja mansa
Seja sol
Seja lua
Seja você
Seja sua
Seja rima
Seja prosa
Seja grande
Seja rosa
Seja assim
simples assim
Fácil assim
porque no fim
não me importa
o que você escolher ser
Só quero estar com você
e poder te ver crescer
Seja dor
Seja ardor
Seja flor
Seja calma
Seja paciente
Seja feliz
Seja inteligente
Seja obediente
Seja mandona
Seja dura
Seja mansa
Seja sol
Seja lua
Seja você
Seja sua
Seja rima
Seja prosa
Seja grande
Seja rosa
Seja assim
simples assim
Fácil assim
porque no fim
não me importa
o que você escolher ser
Só quero estar com você
e poder te ver crescer
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Auto Entrevista
Uma sensação estranha:
Ter um coração dividido em dois
Um plano fácil:
Deixar para decidir depois
Uma solução óbvia:
Abrir mão do que for incerto
Um desejo não atendido:
Estar longe quando queria estar perto
Um desejo secreto:
Arriscar, mesmo que perca
Ou ganhar mesmo que não mereça
Uma declaração final:
Se não fosse agora
O amor seria natural.
Ter um coração dividido em dois
Um plano fácil:
Deixar para decidir depois
Uma solução óbvia:
Abrir mão do que for incerto
Um desejo não atendido:
Estar longe quando queria estar perto
Um desejo secreto:
Arriscar, mesmo que perca
Ou ganhar mesmo que não mereça
Uma declaração final:
Se não fosse agora
O amor seria natural.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Quem inventou o amor?
Quem inventou o amor
Não imaginava no que estava por vir
Provavelmente foi alguém
Que por estar entediado, queria motivo pra sorrir
Este alguém, pessoa totalmente sem nexo
Pegou uma coisa tão descomplicada
E transformou em algo tão complexo
Fazendo destes jogos, uma grande cilada
Pior não foi quem inventou
Pior foi o que ouviu e acreditou
E ao sons de flautas e clarins se apaixonou
Agora, tenho a árdua missão
De explicar pra esta gente toda
Que a verdadeira felicidade está longe de ser uma paixão
Não imaginava no que estava por vir
Provavelmente foi alguém
Que por estar entediado, queria motivo pra sorrir
Este alguém, pessoa totalmente sem nexo
Pegou uma coisa tão descomplicada
E transformou em algo tão complexo
Fazendo destes jogos, uma grande cilada
Pior não foi quem inventou
Pior foi o que ouviu e acreditou
E ao sons de flautas e clarins se apaixonou
Agora, tenho a árdua missão
De explicar pra esta gente toda
Que a verdadeira felicidade está longe de ser uma paixão
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Amar ou ser amado?
Se eu tivesse que escolher entre amar e ser amado, escolheria amar. Não, não sou um romântico inveterado e tampouco sou fascinado com amores platônicos e outras baboseiras do tipo. Sou apenas uma pessoa que gosta das coisas mais simples. Para amar não é preciso fazer esforço algum. É uma coisa que vem de dentro e sai para ser dividido com outra pessoa. Ser amado implica em se importar com os sentimentos de outra pessoa.
Quando se ama, o único que pode sair ferido é você mesmo. Quando se é amado, muitas vezes, quem se machuca é o outro. Ser amado implica em se esforçar para ser perfeito e eu sou muito apegado aos meus defeitos. São coisas que preciso melhorar, mas prefiro deixar para depois. Ao contrário de Raul, prefiro ser eu mesmo a uma metamorfose ambulante.
O legal de só amar é que nos contentamos qualquer bobagem. Um sorriso sincero, um olhar indiscreto, um abraço mais demorado. Qualquer pequena coisa se torna enorme. Lembro de quando ainda era um pré-adolescente e descobri o amor (ou coisa parecida). Coração disparado, boca seca, mãos suadas, rubor inexplicável e uma boca mais rápida que o pensamento – o que foi testado e comprovado diante das inúmeras besteiras que falava e só depois pensava que deveria ter dito outra coisa. Quando descobri que era amado, foi pior. E nem foi tão cedo – eu era muito feio e esquisito – mas isto é um outro capítulo. Enfim, quando descobri que era amado, foi pior. Não para mim. Mas tinha a competência de fingir que não percebia isto a todo o momento. A garota ficou com tanta raiva que não ia demorar muito para sair no tapa comigo. De acordo com ela só eu sendo muito burro para não perceber que ela gostava de mim.
As vezes penso no ato de amar como uma escolha, não um sentimento. Mas quando a gente ama, não conseguimos fazer escolhas sensatas e então voltava a acreditar que não tinha esta coisa de escolher. Mas, quando a gente ama temos a opção de parar de amar. Quando a gente é amado não. As vezes é quase impossível deixar de ser amado. Desfilamos com outra pessoa, dizemos que odiamos, mandamos a pessoa sumir, tratamos mal, mas nada disso adianta. Todo esforço de deixar de ser amado é em vão. Afinal, quem ama sabe, que quanto mais difícil, mais se é tentado a amar e “dobrar” a outra pessoa.
Outra coisa. Quando a gente é amado demais, as coisas tendem a ficar entediantes. Não há mais conquista. Por isso prefiro amar. Quem ama sempre quer conquistar algo ou alguém. Essa idéia bonita de amar e ser amado que é o desejo mais óbvio de todos que crêem nessa coisa chamada amor, se torna o maior pesadelo de todos aqueles que o encontraram. Aqueles que não se entendiam com a situação ficam com medo de que ela acabe e nos dois casos a ansiedade consome o melhor que temos.
Por isso todo dia quando acordo e me olho no espelho me pergunto. Amar ou Ser Amado? Quando tenho amor pra dar me respondo amar. Quando preciso receber amor respondo ser amado. Mas na maioria dos dias, quase sempre, me vem a resposta mais óbvia: Amor? Que nada!
Quando se ama, o único que pode sair ferido é você mesmo. Quando se é amado, muitas vezes, quem se machuca é o outro. Ser amado implica em se esforçar para ser perfeito e eu sou muito apegado aos meus defeitos. São coisas que preciso melhorar, mas prefiro deixar para depois. Ao contrário de Raul, prefiro ser eu mesmo a uma metamorfose ambulante.
O legal de só amar é que nos contentamos qualquer bobagem. Um sorriso sincero, um olhar indiscreto, um abraço mais demorado. Qualquer pequena coisa se torna enorme. Lembro de quando ainda era um pré-adolescente e descobri o amor (ou coisa parecida). Coração disparado, boca seca, mãos suadas, rubor inexplicável e uma boca mais rápida que o pensamento – o que foi testado e comprovado diante das inúmeras besteiras que falava e só depois pensava que deveria ter dito outra coisa. Quando descobri que era amado, foi pior. E nem foi tão cedo – eu era muito feio e esquisito – mas isto é um outro capítulo. Enfim, quando descobri que era amado, foi pior. Não para mim. Mas tinha a competência de fingir que não percebia isto a todo o momento. A garota ficou com tanta raiva que não ia demorar muito para sair no tapa comigo. De acordo com ela só eu sendo muito burro para não perceber que ela gostava de mim.
As vezes penso no ato de amar como uma escolha, não um sentimento. Mas quando a gente ama, não conseguimos fazer escolhas sensatas e então voltava a acreditar que não tinha esta coisa de escolher. Mas, quando a gente ama temos a opção de parar de amar. Quando a gente é amado não. As vezes é quase impossível deixar de ser amado. Desfilamos com outra pessoa, dizemos que odiamos, mandamos a pessoa sumir, tratamos mal, mas nada disso adianta. Todo esforço de deixar de ser amado é em vão. Afinal, quem ama sabe, que quanto mais difícil, mais se é tentado a amar e “dobrar” a outra pessoa.
Outra coisa. Quando a gente é amado demais, as coisas tendem a ficar entediantes. Não há mais conquista. Por isso prefiro amar. Quem ama sempre quer conquistar algo ou alguém. Essa idéia bonita de amar e ser amado que é o desejo mais óbvio de todos que crêem nessa coisa chamada amor, se torna o maior pesadelo de todos aqueles que o encontraram. Aqueles que não se entendiam com a situação ficam com medo de que ela acabe e nos dois casos a ansiedade consome o melhor que temos.
Por isso todo dia quando acordo e me olho no espelho me pergunto. Amar ou Ser Amado? Quando tenho amor pra dar me respondo amar. Quando preciso receber amor respondo ser amado. Mas na maioria dos dias, quase sempre, me vem a resposta mais óbvia: Amor? Que nada!
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